Vereadores recebem caminhoneiros em Sessão Legislativa

Na sessão da última segunda-feira, 28, o Presidente da Câmara de Vereadores de Capim Grosso, Bruno Vitor, ofereceu apoio a paralisação dos caminhoneiros e disse que todos estarão unidos. Parabenizou os motoristas de caminhão pela coragem de acordar a população brasileira. Comentou que categoria nenhuma parava o Brasil, como os caminhoneiros pararam. Informou sobre a moção de aplausos oferecida pelos vereadores a toda a categoria que será entregue dentro em breve.

 

O Vereador Nanal Vilas Boas utilizou a tribuna e disse que é uma honra a presença dos caminhoneiros na assembleia e a população que apoia a manifestação. Comentou que é uma das maiores crises sociais do Brasil, provocada pelo orliguarquismo de um Governo que pouco pensa na classe trabalhadora, sem identidade, não representa o povo, e demonstra insatisfação com a classe mais vital que são os caminhoneiros, vem demonstrando que não tem empatia, colocou reforma presidencialista que não beneficia o trabalhador principalmente o lavrador, coloca de frente o funcionário com o patrão, dizendo em firmar acordo. “Onde o trabalhador tem força para disputar com patrão?”, perguntou. O emprego é do patrão, ele que determina as regras, e agora quer transformar de vez o assalariado em um escravo capitalista, até com um domínio estrangeiro, as medidas econômicas tomadas, carga tributária abusiva, se tratando da retribuição aos serviços públicos, acaba sendo inviável, usa o artifício do produto que faz mover o país que o combustível atinge a classe operária, e autônomos e os que de fato fazem funcionar o país, o PIB a 7ª potência mundial”, destacou. Comparou o caminhoneiro como o corpo humano, para o Brasil, vaso sanguíneo e artéria, que são esses dois agentes da ciência humana que dá a circulação de sangue e se algum parar, o corpo humano não funciona e vai a óbito, a mesma coisa a economia brasileira, se eles param de circular toda produção para de ser transportada, e não há país nesse mundo que sobreviva, que vem em tempo para mostrar ao Governo Federal”, comparou. “No sábado, 26, Capim Grosso demonstrou ser Brasil, a Câmara de Vereadores, entidades, funcionários públicos, povo em geral demonstraram solidariedade, e ser brasileiro, não é apenas vestir a camisa do Brasil ou hastear a bandeira, é nessa hora que precisa se unir e afrontar, contará as decisões e malefícios que o Governo Federal impõe sobre as classes mais sofridas”, relatou. Deixou a insatisfação pela falta e da empatia do Governo Federal pelos trabalhadores e aos caminhoneiros que rodam o Brasil de norte a sul, para trazer o pão de cada dia à mesa de todos e fazer o emprego e ter sensibilidade, as escolas funcionários e a saúde. Em nome dos caminhoneiros ergue a bandeira do povo e para o povo.

 

O Vereador Jamber Dantas, também comentou sobre a paralisação dos caminhoneiros, que estão fortalecendo a manifestação. “A saudade de casa, as dificuldades de estar em um ponto de apoio, apesar de não estar faltando nada, mas nada como conforto do lar após uma longa jornada de trabalho”, frisou. Parabenizou toda população, em todas as esferas, motoqueiros, comerciantes, área da saúde, aqueles que no dia de sábado manifestaram o maior ato público na cidade, com as pessoas invadindo as rua de Capim Grosso, para dizer não a esse Governo, “covarde e imoral que quer impor o terror a toda nação brasileira, impostos cada vez mais altos, sem se importar com aquilo que é mais importante, que é a soberania de todo o povo, mas existem patriotas assim como os guerreiros da estradas, que não se curvam a esse temeroso, para isso é necessário atualizar o que tem de mais importante, para os corruptos como esse presidente ilegítimo, que é o voto”, relatou. “Espero diante de tudo que estamos vendo com essas manifestações no país, além de dizer Fora Temer, devemos dizer caminhoneiros estamos com vocês, mesmo com as dificuldades de passa todo esse período nas estradas longe de casa, as verdadeiras reivindicações como o preço do óleo diesel, retirada de impostos, contar os inchaços das capitais, vocês não devem abrirem mão de continuar se manifestando de forma pacífica e ordeira, e aos vereadores não cabe outra coisa como apoiar, como foi feito sábado e dando o apoio necessário para que a luta termine da melhor forma possível, uma mensagem chamou a atenção e antes da paralisação dos caminhoneiros do Brasil, ninguém talvez atentasse, descobrir que existem quatro poderes, Legislativo, Executivo, Judiciário e Caminhoneiros”. Disse. Assim alertou par ao que acompanha as manifestações que de maneira particular que meu pai hoje falecido sofreu os rigores de um regime militar ao qual manifestações muitas delas por falta de conhecimento de falta do que se trata e de pessoas terem a sua história militar, mas que o regime militar, ele não anda lado a lado ao progresso ao qual tanto os caminhoneiros precisam. “Em 1985 nos livramos dos atos de ditadura do qual regime militar esteve implantado no país”, lembrou. Relatou que nesse período a dívida externa alcançou picos absurdos e a renda dos brasileiros piorou de maneira drásticas e a inflação disparou. “Vamos nos manifestar para que a vida de caminhoneiros possam melhorar com a vida dos brasileiros. Mas que não abraçamos a ideia de voltar a ditadura que matou grande parte de nossa população”, concluiu.

 

O Vereador Samoel Moto Taxi utilizou a tribuna e disse que Capim Grosso, está de braços abertos para os caminhoneiros e com certeza todos sairão vitoriosos nesta luta. Ouvindo comentários de vereadores sobre a manifestação, o mesmo, sempre está acompanhando detalhes dos guerreiros que mostraram que o Brasil tem jeito, “Quem merece aplausos do Brasil são os caminhoneiros”, adiantou. O valor do diesel a culpa é do PSDB, PMDB, PT, todos os partidos, quem merece aplausos são os caminhoneiros, quando o frete aumenta, vem junto feijão, arroz e a comunidade de Capim Grosso toda hora chega lá com caldos, saladas, sopas, pessoas dando suporte, não é fácil longe de suas famílias, passando dificuldade, viver na cabine de um caminhão”, relatou. Informou que esteve na feria-livre e realmente o assunto da Avenida São José deu o que falar, foi abordado pelos comerciantes, a entrevista do presidente foi pertinente na rádio, mas se a casa não tem lei que aprova, a gestão tem que rever, se o comércio acha que está dando prejuízo é preciso rever”, cobrou. “Quando o comércio está falando tem que ouvir as pessoas”, adiantou. Em relação ao episódios da política de Capim Grosso, “até porque ouvir piadinhas, mas não interfere em meu mandato, principalmente de pessoas ligadas a gestão que não deram um prego na barra de sabão, como é ficar sozinho, agora é 10 a 1, a posição política é deles, agora esse tipo de piadinha para a minha pessoa, deixo de referência meu pai Belírio Moreira dos Santos, entrei em 2012 e fiquei sozinho e não fiz inimizade com ninguém”, disse. “Cada um é dono do seu nariz, gozação porque estou sozinho, não estou, sempre estive com o povo, escolhi mostrar as cosias erradas dos municípios, Belírio me deu dignidade, não é porque sou de família pobre que tenho que me dobrar para a gestão, vou terminar o mandato mostrando os erros da gestão”. Falou ainda que tinha 90 dias de Postos de Saúde sem atendimento, a comunidade soube porque a oposição foi lá mostrar, tem que ter alguém para mostrar a realidade, eu escolhi ser alguém, peço respeito que a palavra é dignidade, meu orgulho é levar o nome de Belirio Moreira dos Santos, então não é qualquer coisa que vou dobrar meu joelho não, não vir pra cá fazer politicagem, vou apoiar o que é certo, vou fazer a denúncia do que tiver errado, porque quando uma gestão faz contrato e deixa faltar na mesa de um coitado, uma ultrassom e um remédio no Posto, a realidade é a mesma de um governo desse, quando a prefeitura aluga uma casa de um empresário ligado ao grupos sem necessidade e tira da boca do coitado que não pode pagar um remédio não é diferente desse governo, a realidade é a mesma, fica o meu repudio, aos colegas vereadores o mandato é de vocês, a vida é de vocês, sigam em frente e defendam a comunidade”, concluiu.

 

O Vereador Nem da Pastoral, durante a sessão legislativa também comentou sobre a paralização dos caminhoneiros. Falou ainda sobre o Projeto de Lei que institui o Dia Municipal da Paz, em nome do Rotary Club e ordem dos Advogados. Entrou com o projeto, previsto para o dia 4 de março, o dia que uma criança foi atingida com uma bala perdida na cidade. Falou que tem sentido na pele o que os caminhoneiros vem sofrendo, depois que tem ido na base e conversar com os motoristas de fora, da Paraíba e outros lugares, enfim, a luta para colocar o pão de cada dia em casa, não é fácil, ir para são Paulo e quando chega o dinheiro não dá para fazer a feira. Não esqueceu do apoio que a Câmara de Vereadores tem dado, pois são pessoas simples, estão como vereadores hoje, mas depois não sabem, porém, os profissionais sempre serão caminhoneiros, “ver pessoas com a prestação do caminhão vencido e o frete não dá pra pagar, tem motorista que entra em depressão, vai em São Paulo, estoura um pneu, acabou o frete, tem gente com 60 anos tirando uma vida em uma cabine de caminhão, não sabe o que é um hotel pra dormir”, contou. Comentou sobre a cobertura da imprensa em relação a paralisação e vai da tudo certo “em nome de Jesus”, finalizou.

 

O Legislador Municipal, Jó Queiros, parabenizou os caminhoneiros e disse que o que vem acontecendo no país é coisa inacreditável, motoristas de caminhões, mais de oito dias fora de casa esperando um governo irresponsável tomar uma decisão, e quem sofre com isso é o caminhoneiro e população. Parabenizou os brasileiros e os capimgrossenses que deram apoio, e a Câmara de Vereadores, a Prefeitura Municipal e todos que estão contribuindo. “Fui caminhoneiro por muito tempo, motorista dessa Câmara, estou vereador hoje, mas o futuro a Deus pertence”, comentou. Informou que na última quinta-feira, 24, esteve na Rádio Transamérica e falou qual seria a condição à partir do momento, está no grupo da situação, “às vezes somos criticados por besteiras, votei no projeto de 5 milhões de reais para calçar o Planaltino, e fui crucificado, sou homem suficiente para assumir meus atos, e continuarei cobrando a prefeita, não vou deixar de fiscalizar, já estive hoje com a Secretária de Saúde, cobrando médico para o Posto de Saúde Padre Xavier, não adianta colega querer queimar vereador para se engrandecer, porque tudo é passageiro, só quem sabe o futuro é Deus, pedir para estar vivo e cuidar da família, dos filhos, e de vocês”, disse. “Uma decisão conversada, com a família e eleitores e que ainda falta muita gente para conversar e o vereador vai continuar sendo o vereador Jó, para servir a população no que eu puder, esse vai ser meu papel, não vou estar aqui para ser vereador e aceitar coisas erradas e sim tentar concertar, todos os funcionários da prefeitura desde que tomei posse vão ter meu apoio até o fim do meu mandato”, concluiu.

 

O Vereador Antonio Martinho, relatou sobre um trecho de estrada que precisa de atenção do poder público, entre as comunidades de Várzea Suja e Jacú, onde pessoas que precisam transitar com animais para aguadas, estão passando pro veredas e matos, então encaminhou o pedido para a Secretaria de Agricultura, em nome dos moradores para que seja dada atenção. Estendeu apoio aos caminhoneiros e parabenizou-os por mostrar que realmente a constituição emana do povo. Disse que o primeiro poder é o Judiciário, ai vem o Executivo que deve fazer por nós, mas tão pouco tem feito, o Legislativo que faz a fiscalização e se exercer a função, as cidades, estados e a federação seriam diferentes, não passariam momentos de amargura. Comentou que o Judiciário não tem acompanhando o Legislativo, não fez o papel e o Executivo também não fez, “o povo foi lá e fez”, completou. “Sou muito feliz, temos uma ação dentro dos movimentos sociais, e todo via campesina que luta por terra e por água e olhando para os caminhoneiros que não tenho dúvida que tem pessoas que querem atrapalhar e nos movimentos sociais não é diferente, mas que nos dera que outros movimentos pudessem ganhar a dimensão que os caminhoneiros ganharam”, elogiou. “Se comportam de forma ética, a sociedade apoia e quem estava como primeiro plano perdeu o controle, e os senhores ganharam dimensão e é o marco da dimensão do povo e para o povo”, disse. “Ausclei não quis assumir o nome de greve e isso é interesse, porque já tem uma arranhado para a sociedade e trazer esse termo bonito, que é o povo que está se manifestando”, explicou. “Se for esperar por pessoas e ai temos que assumir a culpa porque, votamos em quem a gente não conhece e não nos representa é chamado de hegemonia, e a hegemonia de Capim Grosso é Pinheiro e Itamar, um apoia o deputado e agente vota e o outro apoia outro deputado e a gente vota, e vamos na enxurrada, e agora levamos vários golpes direcionados para a classe trabalhadora, e tem que se organizar para votar em um deputado que defenda o caminhoneiro”, continuou. “Precisamos tomar consciência para dias futuros, para não sofrermos o quanto estamos sofrendo”, completou.

 

O Vice Presidente da Câmara, Vereador Arivelton Mota, informou que esteve na manifestação acompanhando os caminhoneiros no último sábado e a população participou em massa, uma paralisação pacifica e com responsabilidade, feita em todo Brasil. Disse que sempre quando pode, passa nos pontos para conversar com alguém. Ouviu as histórias de caminhoneiros e nas redes sociais, alguns vídeos chamaram atenção, e um carreteiro fez o relatório de sua vida dentro da cabine de uma carreta, que sai de Natal a São Paulo e faz o retorno no período de 6 mil km, o abuso do Presidente quando se fala dos impostos, frete de R$ 16.000,00 mil reais, de ida e volta, R$ 13.000,00 mil de óleo diesel, mais R$1.050,00 de pedágio, sobra R$ 1.950, para manter a família e o filho na escola, “é difícil a vida do caminhoneiro”, definiu. “Cada um tem sua história de vida, eu acho louvável a atitude e a certeza de ter o apoio da população das Câmaras de Vereadores, a maioria das prefeituras, uma luta justa e para todos os brasileiros”, comentou.

 

Ausclei Guimarães e Marco Santana, caminhoneiros capimgrossenses, representaram a classe utilizou a tribuna, agradecendo à população pelo apoio ao movimento, após os caminhoneiros autônomos aderirem, além de empresários de vários seguimentos e donos de postos. “Esse movimento ganha força em todo país porque a população aderiu”, comentou Ausclei. “Não só eu como pai de família, mas todo mundo está sofrendo com impostos abusivos e alta de petróleo, em um ano foi para 54% de aumento, não tem como explicar isso”, completou. Informou que Capim Grosso tem dois pontos de apoio ao movimento, no Contorno de Jacobina e outro no Contorno de Bonfim”. “A mídia tira a culpa do Governo e coloca no caminhoneiro, e é quem sofre mais, chega na transportadora ela diz o valor do frete e por não ter alternativa o autônomo acaba aceitando e às vezes não paga nem um diesel, quanto mais sustentar a família”, relatou. “A classe deu resposta à população e mostrou que tem força, que move o país, atrás do volante tem um pai de família trabalhando”.

 

Marcos Santana também agradeceu pelo espaço e disse que não é fácil pagar óleo caro e não ter estrada e segurança, e nem garantia do governo, e estão brigando por um país melhor para filhos e netos, não apenas o que o governo anunciou, redução de 46 centavos por 60 dias. “Então vai continuar paralisados até a decisão definitiva a gasolina, etanol, gás de cozinha, feijão e arroz, pagando tanto imposto sem nada em troca, tudo que temos, é preciso lutar para conseguir, médico, remédio, tudo tem que pagar, às vezes chegam até as pessoas que vão até o posto médico e não tem remédio, e agora quer colocar que falta medicamento, e oxigênio porque fecha a estrada, não! está falta por incompetência do governo, não vamos nos calar enquanto não ter resposta à altura que o povo brasileiro merece, continuem nos apoiando que essa briga é de todos e não vamos arredar o pé, enquanto não vencemos essa briga”, finalizou.

A Câmara de Vereadores, concedeu moção de aplausos a classe de caminhoneiros pela coragem em lutarem por um Brasil melhor.

 

ASCOM CMV

 

Deixe um comentário