Crime ambiental: limpadores de fossas despejam resíduos e lavam tonéis em lagoa

Na manhã desta terça-feira, 11, a equipe do Fr Notícias flagrou mais uma vez um crime ambiental em Capim Grosso, carroceiros que limpam fossas sépticas, despejavam e lavavam os toneis utilizados para carregar os resíduos na lagoa conhecida como lagoa de Dete no Contorno de São José.

O flagrante crime ambiental parece não incomodar os órgãos competentes principalmente a secretaria de Meio Ambiente e Agricultura de Capim Grosso, tendo em vista que várias denúncias já foram feitas inclusive ao secretário de Agricultura Ricardo Souza, que disse que estava ciente da situação e iria tomar uma providência.

O ato por si só já mostra que esse tipo de fiscalização não tem nenhuma eficiência no município, e essa atitude dos carroceiros tem gerado muitos transtornos a moradores da localidade, pois quando os níveis da água baixam o mau cheiro por conto desses dejetos é insuportável, a lagoa que deveria servir como uma área verde preservando o local e servindo como um reservatório natural das aguas da chuva, vem sendo constantemente destruída por aterros e utilizada como local de descarte de dejetos poluindo o ambiente e oferendo risco de contaminação aos moradores da localidade.

A população em geral por vezes não colaboram com o meio ambiente em Capim Grosso, e é evidente que os órgãos responsáveis não vem fazendo a fiscalização devida, mas é preciso que a população tome consciência, algumas pessoas tem procurado a redação do Fr Notícias para denunciar empresas, padarias e outros comércios que vem despejando dejetos e esgotos nas ruas de forma indiscriminada, assim como cortando árvores sem autorização e o replantio devido, em um desses relatos há a informação que árvores de grande porte foram mortas na Praça Ulisses Guimarães, simplesmente porque o proprietário do imóvel se incomodava com pessoas que deixavam o carro na sombra.

Uma cidade que pensa no futuro sustentável precisa pensar no verde e na saúde de seus reservatórios naturais, pois a eliminação deles pode custar caro no futuro, a exemplo do que vimos em cidades como Belo horizonte e São Paulo nos últimos dias.

 

 

Redação FR Notícias