Acusado de estupro em Jacobina, Marcus Machado tem prisão preventiva decretada

Segundo o site Bahia Acontece, informações confirmadas pela Coordenadoria de 16ª Coorpin dão conta de que Marcus Machado, acusado de ter estuprado uma jovem bonfinense em uma boate em Jacobina, teve prisão preventiva decretada pela Justiça. Segundo Consta, a Preventiva foi determinada durante audiência de Custódia que aconteceu na tarde desta terça-feira, 02, no Fórum Jorge Calmon, em Jacobina. Com isso, o acusado segue preso até segunda ordem enquanto segue as investigações sobre o crime que lhe é imputado.

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Para um melhor entendimento

No momento que uma pessoa é acusada de algum crime, ele é preso, e a depender do entendimento do delegado no momento do registro da ocorrência, ele tem a prisão temporária decretada, que dura cinco dias, e pode ser renovada por mais cinco. A partir da instauração do inquérito, este é encaminhado para a Vara Crime, e após ser analisado pelo Magistrado, este pode determinar a soltura do acusado, ou, com base nos autos lhe apresentado, quando há prova da existência do crime e indício suficiente de autoria, o Juiz determina poderá determinar a prisão preventiva do acusado, sendo a sua duração determinada pelo Juiz de acordo com o seu entendimento sobre o caso e o andamento das investigações, atendendo os princípios de proporcionalidade e necessidade. Este é a segundo revés sofrido pelo acusado, que já teve um pedido de Habeas Corpus solicitado por sua defesa negado pela Justiça. Diante dos fatos, Marcus Machado segue preso na delegacia de Jacobina durante o andamento protocolar do inquérito policial.

 

Adolescente diz que já foi estuprada pelo acusado

Marcus Machado pode estar envolvido em outros crimes semelhantes ao que está sendo acusado. Ele é apontado por outra jovem como autor de um estupro quando ela tinha 16 anos e estudava no Colégio Deocleciano Barbosa de Castro, em Jacobina.

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Depois dos primeiros contatos do portal Agora Na Bahia, ela aceitou gravar entrevista, com a condição de esconder o rosto e não ser identificada. A jovem contou que Marcus começou a persegui-la e durante alguns dias foi para a porta da escola de carro. Em uma das oportunidades, ele a agarrou pelo braço e, usando um cão da raça pitbull, fez graves ameaças, prometendo matá-la se houvesse qualquer denúncia.

Após isso, levou a estudante para a casa dele no bairro da Missão, um dos mais conhecidos da cidade, onde consumou o estupro, sempre diante de ameaças. A estudante diz que, logo após, voltou a ser ameaçada e a vida dela passou a ficar complicada por causa de problemas psicológicos que refletiram no rendimento escolar.

Ela explicou que o trauma pela ocorrência foi tão forte que, ao iniciar o namoro com um rapaz, tempos depois, não conseguiu ter uma boa relação por causa da coincidência de nomes: Marcus. Para evitar que a lembrança da crime estivesse cada vez mais próxima, ela preferiu terminar o namoro, mas nunca contou a ninguém, temendo ser morta ou ter alguém da família vítima do rapaz.

Depois que a notícia de que Marcus praticou estupro contra uma moça de 18 anos foi divulgada, ela viu a foto dele e não teve dúvidas. Além disso, tomou uma decisão importante: pela primeira vez, contar detalhes da ocorrência e recorrer à polícia para denunciar tudo, com a condição de não ter o nome divulgado, pois ainda teme a reação violenta dele ou dos parentes.

A entrevistada disse ainda que há outras vítimas desse mesmo rapaz. Uma amiga da mesma escola disse que Marcus insistiu para namorar com ela, mas que, por causa do histórico de estupro em uma outra jovem, ela recusou o pedido, porém ele seguia insistindo.

De posse da entrevista gravada em vídeo pela jovem, o Agora Na Bahia procurou o delegado Eduardo Brito, titular da 16ª Coordenação de Polícia do Interior(Corpin). Ele confirmou que Marcus vai mesmo responder por estupro e que já há outras acusações. No depoimento à polícia, Marcus disse que a relação sexual que teve com a moça foi consensual.

Ao saber do depoimento prestado por mais uma jovem contra o acusado, o delegado pediu para que ela compareça à delegacia a fim de formalizar os detalhes da ocorrência. E, pela legislação, vítimas desse tipo de violência têm a identidade preservada.

 

Fonte: Bahia Acontece/Agora na Bahia